quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O ano das redes sociais


Já é  uma tradição. No último dia de Cannes a organização do mais importante festival de comunicação do mundo anunciou uma nova competição a ser introduzida na edição de 2011. Desta vez o objectivo é premiar a eficácia. Apesar de ainda não serem conhecidos os critérios que irão nortear a avaliação, sabe-se já que o ponto de partida serão os trabalhos que chegaram à shortlist ou foram premiados em 2010. “Estamos a tentar estabelecer uma relação directa entre criatividade e eficácia”, justificou Terry Savage, CEO dos Cannes Lions, na conferência de imprensa que fechou o festival. A categoria eficácia também poderá representar a entrada dos directores de marketing no júri que avalia os trabalhos. Cannes deixou de ser um reduto de publicitários, para estender-se, a pouco e pouco, a todas as disciplinas da comunicação e aos clientes. Aliás, os marketeers e os clientes representaram este ano 15 por cento dos oito mil delegados que entre 20 e 26 de Junho passaram por Cannes. As novidades para 2011 não ficam por aqui. Será entregue, pela primeira vez, o Black Lion a um profissional da publicidade “que deu um contributo significativo para a indústria”. O festival não pára de crescer. No ano passado foi criada a competição de relações públicas. Este ano foi introduzida a competição de film craft, para premiar a área técnica das produções publicitárias, e o grand prix for good, eleito a partir dos ouros de responsabilidade social e serviços públicos entregues, e que, segundo os regulamentos, não podem disputar o grande prémio das respectivas categorias.
Estará o festival a crescer demasiado, perante tantos prémios (são já 12 categorias) e a presença dos mesmos trabalhos a concorrer em várias competições? Terry Savage relembra que “é uma questão com a qual lidamos todos os anos e suspeito que possa haver algum tipo de ruptura. Cannes não é a líder da indústria. Nós seguimo-la e temos de estar preparados para mudar, mas sempre dentro do contexto de uma marca global que somos. É uma equação complexa, mas estaremos atentos para rever [as categorias] todos os anos”.
Seguindo a tendência do mercado, as redes sociais foram o tema omnipresente em Cannes. Não se tratou apenas de Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, que foi ao festival receber o título de Personalidade de Media do Ano e, muito menos, de David Perez, o criativo que a Leo Burnett dos EUA enviou para Cannes para que fizesse tudo o que os seus seguidores no Twitter queriam (ver Davidondemand.com). Como relembrava a AdWeek, os jurados do festival premiaram os trabalhos pela capacidade que tiveram em ser partilhados nos media digitais ou por terem conseguido integrar a cultura popular. Há vários exemplos. O grande prémio de titanium (ideias inovadoras) foi para o projecto Twelpforce criado pela Crispin Porter & Bogusky para a Best Buy e consiste numa plataforma de atendimento ao cliente naquela rede social (@twelpforce). Em Cannes acredita-se que este projecto poderá mudar a forma como as empresas prestam os serviços de atendimento aos clientes. Para o presidente do júri, Bob Greenberg é “realmente uma grande ideia que pode mudar a forma como encaramos os espaços, a distribuição, os canais e os serviços”.
O grande prémio de media – o projecto Canon Eos Photochains da Leo Burnett Sidney – também queria proporcionar uma experiência web em cadeia com os consumidores em que eles marcavam a suas próprias fotos que depois serviriam de inspiração para fotos que seriam tiradas por outros utilizadores. O projecto Chalkot, da Weiden + Kennedy para a Nike, além de ganhar o grande prémio em cyber, arrecadou também o prémio principal de campanha integrada, espalhava mensagens de esperança pelas estradas do Tour de France, gerando um buzz surpreendente. Outro dos projectos em destaque foi o The Fun Theory da DDB Estocolmo para a Volkswagen, que transformou os degraus de saída do metro em teclas de piano que emitiam som. O vídeo tornou-se num fenómeno viral e conseguiu mais de 12 milhões de visualizações desde Outubro.
“Já não controlamos a mensagem. Nós gerimos o diálogo”, disse o director de marketing global da Unilever, Keith Weed, que de passagem por Cannes garantiu que vai dobrar o investimento em publicidade digital este ano.
Na edição deste ano, a Fischer Portugal ganhou um leão de ouro e outro de prata na secção de media (Compromisso dos CTT), enquanto a Leo Burnett recebe uma prata pelo Projecto Viva do Lidl, na secção de relações públicas e um bronze pela campanha de imprensa para a MTV.

Fonte.: Meios&Publicidade 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

POR MAIS LEITURA, POR MAIS MATURIDADE V


Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago
Tudo começa com a cegueira repentina de um homem ao estar parado no sinal vermelho. A luz verde acende, o carro continua parado e o buzinaço atrás dele anuncia o pandemônio que estar por vir. O homem apavorado, dentro do carro, começa a gritar que está cego e ninguém entende o que está acontecendo. Sua cegueira é branca, um mar de leite é como ele a descreve. Saramago apresenta o que a gente vai percebendo aos poucos e confirma no final do livro: as reações do ser humano às necessidades, à incapacidade, à impotência, ao desprezo e ao abandono. A cegueira desse homem do semáforo se espalha e o governo identifica uma epidemia. O mundo não distingue os animais, pois os racionais passam a se guiarem mais pelo instinto. O mundo tende a extinção. Felizmente, tão de repente como veio, a cegueira se vai, restando a contemplação.
Infelizmente, a realidade de muitos brasileiros é a de baixa leitura e completo desgosto por ela. É necessário e urgente um estímulo à leitura, um projeto consciente de uma realidade em transformação.
Fonte.:



terça-feira, 29 de janeiro de 2013

POR MAIS LEITURA, POR MAIS MATURIDADE IV


A agulha Oca, de Arsène Lupin
Romance de Maurice Leblanc que narra a história de um roubo de antiguidades num castelo do interior da França. O ocorrido desencadeia uma perseguição intensa aos ladrões. Descobre-se que Arsène Lupin é o líder da quadrilha. A caçada ao ladrão tem a frente um jovem de 17 anos, inteligente e sagaz, tanto quanto o próprio Lupin, e, por isso, um opositor a temer. Mas, o jovem nem desconfia que não vencerá Lupin. Na realidade, estará apenas dando os primeiros passos para desvendar o mistério da Agulha Oca, conhecido apenas por Lupin.
Pronto! Temos um leitor com intimidade com a leitura e bastante voracidade para devorar os clássicos escolhidos pelos vestibulares, e assim, compreender, analisar, criticar e concluir a majestade de cada uma das obras.

Fonte.: Obvious 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

POR MAIS LEITURA, POR MAIS MATURIDADE III


As aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain
Tom Sawyer nasceu publicamente em 1876, uma criança imaginativa, livre, aventureira, moral e inteligente. Nasceu em Missouri, tem características em comum com o próprio autor Samuel Clemens (verdadeiro nome de Mark Twain). Era um rapaz incapaz de viver na rotina, espirituoso e possuidor um forte sentido do bem e do mal. Tom é órfão e vive com sua tia Polly e primos e adora faltar à escola para ir pescar. Apesar de não conseguir, a tia faz o melhor que pode, tentando educá-lo e castigá-lo por suas rebeliões.

Passando a primeira fase adulta, nada melhor que um suspense cercado de mistérios, como Sherlock Holmes, Madame Bovary, Arsène Lupin, tudo com muitas pitadas de fantasia como As Brumas de Avalon, o polêmico Harry Potter, Senhor dos Anéis, Eragon... Obras de escritores mais contemporâneos também podem fazer parte dessa etapa. Enfim, milhões de obras que se encaixam nessa temática.

Fonte.: Obvious 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

POR MAIS LEITURA, POR MAIS MATURIDADE II


Considerando nossa média e os clássicos da leitura do século XIX a XX, temos leitores experientes o bastante para a leitura de Machado de Assis? Temos leitores apaixonados dispostos à leitura de Eça de Queirós? Ou almas sensíveis para Carlos Drummond de Andrade?

Ler é embarcar em um mundo fictício cocriado pelo leitor, assinado pelo autor, seu poder atua na vida das pessoas de forma misteriosa, mas antes de embarcar nesse navio de fantasia é preciso que alguém nos carregue pela mão (até a livraria de preferência) e nos diga o que e como ler. Esse alguém pode ser os pais, avós, tios, professores... qualquer um que esteja disposto a ensinar os primeiros passos para voar no incrível balão da imaginação.
Podemos comparar a leitura a um jogo em que precisamos passar de fase em fase para conquistar mais experiência e ficar pronto para as fases mais complexas, só que além dessa experiência é possível obter mais conhecimento, criatividade, habilidade de raciocínio, enfim uma infinita lista de habilidades e vantagens que não caberiam neste artigo.
Todas as crianças deveriam ter a oportunidade de ler: Sítio do Pica Pau Amarelo, As Aventuras de Tom Sawyer, Alice no País das Maravilhas, Os clássico da literatura infanto-juvenil – aquela série de livros capa dura colorida dos anos 1970 – todos esses e muitos outros estimulam o gosto pela leitura. Ou mesmo as histórias românticas e adoçadas de Pedro Bandeira.

Fonte.: Obvious